segunda-feira, 23 de maio de 2016

Segunda-feira, 23 de Maio de 2016 Revelações de Jucá comprometem STF e a gestão do país

POLÍTICA - BRASIL

 
Jucá e Gilmar Mendes: encontros passam a ganhar nova conotação sem uma explicação do STF
Por Fábio Lau
Jucá e Gilmar Mendes: encontros passam a ganhar nova conotação sem uma explicação do STF
Não há outro adjetivo: golpe. É o que Jucá deixa claro na gravação obtida pelo PGR compromete claramente a posição do Supremo Tribunal Federal e o coloca sob suspeita na condução da Lava-Jato, decisões recentes e no objetivo de conduzir, através do presidente Ricardo Lewandowski, o processo que poderá afastar em definitivo a presidenta Dilma Rousseff. O STF ainda não se manifestou. Mas há outro componente que não pode ser desprezado: a mídia que apoiou o golpe, ajudou a escalar os golpistas e deu respaldo ao processo terá que denunciar o esquema. E agora?

Segundo revela Jucá, ele teria conversado com ministros do STF sobre a necessidade de frear a Lava-jato. O único a quem não teve acesso, segundo revela, foi Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Há, na mídia corporativa, a intenção de resumir o caso a Jucá e Sérgio Machado. Mas é fato que no diálogo outros atores da política nacional estão envolvidos: PSDB nas figuras de Aécio, Aloysio Nunes, Tasso Jereissati e Serra, militares (que garantiriam o golpe e monitorariam o MST), STF e o próprio Temer - visto como a garantia do sepultamento da Lava-Jato. Além disso, a mídia que, em conversa gravada, aparece como aquela que quer tirar a Dilma.

A desonrosa citação a Aécio
A desonrosa citação a Aécio  



Sendo assim, a partir de agora, todos os ministros estão sob suspeita. O processo de impeachment, desta forma, passa a figurar como um golpe de estado tramado com objetivo claro: encerrar o risco de prisão de parte do grupo que hoje está no poder. Todos os líderes do PSDB com mandato são citados como pessoas que correm risco de prisão. Aécio estaria em situação grave. Veja o diálogo transcrito pela Folha de São Paulo:


SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ - Sim.

MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ - Eu acho que...

MACHADO - Tem que ter um impeachment.

JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[...]

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.
[...]
MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...
JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...
MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[...]
MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...
MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.
JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.
MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...
JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...
JUCÁ - É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...
MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...
JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.
[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Veja também:

Segunda, 23 de Maio de 2016 - 13:00 ‘O que ocorreu foi um golpe’, diz Camila Pitanga após vazamento de conversa de Romero Jucá

‘O que ocorreu foi um golpe’, diz Camila Pitanga após vazamento de conversa de Romero Jucá
Foto: Divulgação
A atriz Camila Pitanga, que tem histórico de protagonismo e engajamento em causas políticas e sociais, comentou o escândalo envolvendo o atual ministro de Planejamento, Romero Jucá, após o vazamento de uma conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado (clique aqui). “Minha primeira reação - acredito que a de vocês tenha sido a mesma - foi de espanto e revolta, mas acredito que, mais do que nunca, precisamos nos unir. Refletir para poder agir conjuntamente. Sem o intuito de ter razão, apenas buscando um consenso que se preste a, finalmente, mudar o país”, escreveu a artista no Facebook. Camila disse ainda que os fatos expostos são “muito mais do que uma conversa que coloca em suspeita Ministros do Supremo e lideranças de grandes partidos do Brasil” e que os áudios vazados “mostram uma costura de tramas e manipulações, onde mídia, empresariado, castas políticas e nós (o povo) tivemos um papel de encobrir esquemas que - pelo jeito - atingem todas as instituições”. Camila enumerou os fatos, desde a transcrição da conversa pela Folha de S. Paulo, às articulações do ministro para barrar a operação Lava Jato, que segundo os interlocutores só seria possível com o afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a posse de Michel Temer. A atriz enfatizou que as gravações aconteceram em março, antes da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, e que Jucá e Machado reconheceram a importância de manter Eduardo Cunha no poder para ter êxito no plano. “O que fica claro é a criação de uma trama envolvendo todas as esferas da sociedade e instituições brasileiras, a fim de manter no poder políticos e partidos. Nisso, a divisão e o fomento do ódio entre o povo foi encorajada pelos nossos próprios ‘líderes’”, avaliou Pitanga, acrescentando que o “mais óbvio é que o afastamento da presidenta Dilma nada tem a ver com as pedaladas fiscais, possível crime de responsabilidade, questionado por inúmeros juristas, pelas quais ela está sendo julgada. Um(a) presidente(a) só pode sofrer impeachment quando ele(a) pratica crime, o que nesse caso, não aconteceu. O que ocorreu foi um golpe. Onde a elite política brasileira nos fez de arma contra a nossa democracia, a fim de proteger seus interesses”. A artista conclui então que “esse governo provisório é ilegítimo” e que “os caminhos que levaram essas pessoas ao poder é ilegítimo”. “A ideia aqui é mostrar que a corrupção não acontece de um lado só. E isso precisa parar! Todos devem ser punidos”, afirma.

Segunda, 23 de Maio de 2016 - 11:16 Jucá coloca Temer numa encruzilhada

Por Samuel Celestino
Jucá coloca Temer numa encruzilhada
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
Na sexta-feira passada, na entrevista sobre a situação da economia com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro do Planejamento, Romero Jucá, um jornalista questionou o segundo, saindo da pauta da economia, sobre os seus problemas com a Operação Lava Jato. Respondeu com algo assim: “estou tranquilo, não tenho nada a dever”. Justo naquele momento o STF autorizava a quebra do seu sigilo bancário e fiscal. O presidente em exercício, Michel Temer, levou para o seu ministério políticos envolvidos com a corrupção, já citados na Lava-Jato. Atendeu aos pedidos dos partidos políticos e as consequências chegam já no início desta segunda semana de governo. Jucá, por estar na área econômica, tida como a mais importante, é da inteira confiança do presidente interino. Esperava-se que ele escolhesse um ministério melhor. Na manhãzinha desta segunda-feira (23) explodiu a bomba sobre uma conversa gravada em março, com nada menos de 1h15 minutos, entre o ministro e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, cujo o teor está nas mãos da Procuradoria-Geral da República. Basicamente, Machado intima Jucá a “estancar a sangria”. Como a conversa foi muito longa, o ministro passou a ser um interessado na questão, supostamente por ter culpa no cartório. Machado disse que se fosse envolvido pela Operação, o que temia, poderia fazer denúncias em relação ao PMDB, consequentemente se tornaria um delator.  Lá para as tantas, Romero Jucá prometeu que “iria fazer um pacto” de sorte a deter a Lava Jato, o que a esta altura seria praticamente impossível porque se tornou numa Operação que a maioria da população brasileira entende com a única que pode levar às últimas consequências a corrupção desenfreada no país. Brasília não começou sequer a semana política e já há um movimento para que o ministro do Planejamento renuncie a seu cargo. Saiu na frente o líder do DEM, Pauderney Avelino. Espera-se que o PMDB, do qual Jucá é presidente, se manifeste sobre a questão. Brasília assim, como sempre em chamas, e o ministério de Temer cada dia mais complicado.

Segunda, 23 de Maio de 2016 - 12:00 Em primeira viagem oficial à Argentina, Serra é alvo de protesto e encontra Macri

Em primeira viagem oficial à Argentina, Serra é alvo de protesto e encontra Macri
Foto: Jessika Lima/AIG-MRE
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, embarcou no domingo (22) para sua primeira visita oficial. Nesta segunda-feira (23), ele se encontra com o presidente da Argentina, Maurício Macri. Segundo a Agência Brasil, os objetivos da visita são fortalecer a parceria econômica, além de assegurar ao país vizinho que o governo de Michel Temer é legítimo e o afastamento de Dilma Rousseff não é golpe. Na noite de ontem, manifestantes contra o processo de impeachment aguardavam o ministro na frente da Embaixada do Brasil em Buenos Aires para protestar com bolinhas de papel, uma referência ao episódio em que Serra, durante a campanha eleitoral argumentou ter sido agredido ao receber uma bola de papel na cabeça. Em seu discurso de posse no ministério, Serra prometeu que iria intensificar as relações com a Argentina, principal parceiro do Brasil no Mercosul.

Segunda, 23 de Maio de 2016 - 17:00 Jucá pede licença do cargo após áudios apontarem tentativa de 'estancar' Lava Jato

Jucá pede licença do cargo após áudios apontarem tentativa de 'estancar' Lava Jato
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, pediu licenciamento do cargo nesta segunda-feira (23). Aos gritos de golpista, o chefe da pasta fez o anúncio em entrevista coletiva.

Segunda, 23 de Maio de 2016 - 16:30 Sérgio Machado gravou também Renan Calheiros e Sarney; aúdios estão em delação

Sérgio Machado gravou também Renan Calheiros e Sarney; aúdios estão em delação
Renan Calheiros e José Sarney | Foto: Montagem/ Bahia Notícias
Depois de gravar o ministro do Planejamento (veja aqui), Romero Jucá (PMDB), o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, gravou também o presidente do Senado, Renan Calheiros e o ex-senador José Sarney. De acordo com a Veja, quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram. As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada. O acordo de delação está na mesa do ministro Teori Zavascki, esperando homologação. Além de Sarney e Renan, Machado compromete, na sua delação, outros senadores do PMDB: Jáder Barbalho e Edison Lobão.Segunda, 23 de Maio de 2016 - 16:30


EM GRAVAÇÃO Jucá sugere pacto para deter avanço da Lava Jato

Advogado de Romero Jucá disse que seu cliente 'jamais pensaria em fazer qualquer interferência' na Lava Jato
Jucá sugere pacto para deter avanço da Lava Jato
Romero Jucá é o atual ministro do Planejamento (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)
Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que, em diálogos gravados em março de 2015, o atual ministro do Planejamento, o senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” de governo federal teria como resultado um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.
A conversa, que dura 1:15h e está nas mãos da Procuradoria-Geral da República, foi gravada semanas antes da votação no plenário da Câmara dos Deputados do pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Em um dos trechos da gravação, Sérgio Machado diz a Jucá que “o Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”. Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo. Ele ressaltou que as novas delações premiadas não deixariam “pedra sobre pedra”.
O ex-presidente da Transpetro procurou líderes do PMDB para tentar evitar que as apurações contra ele fossem transferidas de Brasília para Curitiba, na vara do juiz Sérgio Moro.
Na gravação, Jucá concordou que o caso de Machado “não poderia ficar na mão desse [Moro]”, ressaltando que para isso seria necessária uma resposta política. “Sé é político, como é a política? Tem que resolver essa p… Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, afirmou Jucá na ocasião, que também concordou que era preciso “articular uma ação política”.
No áudio, Jucá e Machado apontam para a “solução Michel”, indicando o afastamento de Dilma e a posse de Michel Temer. “Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer]”, diz Machado. Na resposta, Jucá concorda. “Só Renan que está contra essa p… Porque não gosta do Michel, porque o Michel é ‘Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, p….”, diz Jucá.
Em seguida, Machado sugere um acordo nacional, com o “supremo e tudo”. “Aí parava tudo”, diz Machado. “É. Delimitava onde está e pronto”, responde Jucá. O senador também disse que manteve conversas “com ministros do Supremo”, sem citar nomes, e que eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pelo seguimento da Lava Jato.
Jucá, que é um dos articuladores do impeachment de Dilma, orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o ex-presidente José Sarney.
Machado presidiu a Transpetro entre 2003 e 2014. Ele é alvo de inquérito no STF. Delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos, que teria Renan “remotamente, como destinatário” dos valores. Já Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina.
Em declaração à Folha, o advogado de Romero Jucá, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato. Ainda de acordo com o advogado, os diálogos gravados não contêm ilegalidades.
Nesta segunda-feira, 23, Jucá deu uma entrevista coletiva, onde negou tentar obstruir a Lava Jato. Segundo ele, quando ele falou em “estancar a sangria” se referia aos problemas na economia. “O governo do PT e da presidente estava paralisado pela Operação Lava Jato. O governo tinha perdido as condições de governar. Entendia e entendo, e disse isso na conversa com Machado, que o governo do presidente Temer tem que ser governo de salvação nacional, de construção coletiva, que estanque a sangria da economia, do desemprego e da crise política”, disse Jucá.

domingo, 22 de maio de 2016

Sábado, 21 de Maio de 2016 - 15:20 MTST acena com ocupações se MCMV for suspenso

por Juliana Diógenes | Estadão Conteúdo
MTST acena com ocupações se MCMV for suspenso
Foto: Manu Dias / GOVBA
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse que, se confirmada a suspensão de novos contratos do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, "vai ter uma explosão de ocupações em todo o país". Para Boulos, a divulgação sobre o cancelamento de novas construções "foi um ataque brutal" do governo do presidente em exercício Michel Temer. "A política de moradia foi a primeira vítima dos cortes do programas sociais. Vamos fazer intensas e contundentes mobilizações nos próximos dias. Em breve, vai ter uma explosão de ocupações em todo o país, uma onda que vai começar em breve por São Paulo", prometeu. Na quinta-feira (19), o ministro das Cidades, Bruno Araújo, chegou a afirmar que o programa passará por um "aprimoramento", mas nesta sexta (20) recuou e disse em nota que tem compromisso com a continuidade do MCMV. Araújo acrescentou que está sendo "cauteloso" para avaliar a meta que o governo Temer vai estabelecer na terceira fase do programa. "O que estamos fazendo é sendo cautelosos, avaliando o que nos permite prometer para que não possam ocorrer falsas esperanças, iremos trabalhar arduamente para que possamos fazer o melhor para a população." Segundo Boulos, a resposta dos movimentos de moradia vai ser nas ruas. "É uma reação. Milhares de pessoas estavam segurando a onda, aguardando sua vez por novas moradias. Você achava que essas pessoas vão para casa chorar? Elas vão reagir", destacou o coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo, que reúne organizações ligadas a movimentos sociais.

Sábado, 21 de Maio de 2016 - 19:00 Janot pode pedir prisão de Cunha se ele voltar a frequentar a Câmara

Janot pode pedir prisão de Cunha se ele voltar a frequentar a Câmara
Foto: Lula Marques/ Agência PT
A declaração do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que voltaria a frequentar a Câmara, causou estranheza na Procuradoria-Geral da República. De acordo com a coluna Radar On-line, da revista Veja, os procuradores acreditam que o peemedebista quer se martirizar ou desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF) – que determinou o seu afastamento do cargo. Segundo a publicação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai pedir a prisão de Cunha caso ele volte ao Congresso.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 07:40 Senadores pró-Dilma viajaram a Portugal em ‘excursão contra o golpe’

Senadores pró-Dilma viajaram a Portugal em ‘excursão contra o golpe’
Foto: Reprodução / Veja
Senadores que votaram contra o impeachment viajaram para Portugal nesta semana para participar de reuniões da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, a Eurolat, em Lisboa. De acordo com o jornal O Globo, a espécie de “excursão contra o golpe” foi organizada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e contou com a presença de Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e da baiana Lídice da Mata (PSB). A intenção do grupo era denunciar como o impeachment de Dilma foi um “golpe”. Além do evento, que ocorreu entre 16 e 18 de maio, os senadores também teriam aproveitado a cidade. Segundo a coluna Radar On-Line, da revista Veja, eles compartilharam fotos sorridentes na Taberna das Flores, um restaurante português, e compartilharam as imagens com a hashtag #vaiterluta.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 09:20 Congresso ainda resiste à reforma da Previdência

por Isabela Bonfim e Julia Lindner | Estadão Conteúdo
Congresso ainda resiste à reforma da Previdência
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Considerada prioridade na gestão do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), a reforma da Previdência não conquistou ainda apoio do Congresso Nacional. Em conversa com oito dos principais partidos, a avaliação é de que, apesar de reconhecerem a necessidade da medida, nenhum dos líderes no Senado e na Câmara se comprometeu a apoiar a reforma antes de conhecer detalhes da proposta. Nem os líderes do PMDB declaram apoio integral. "Ainda não chegou a proposta, não tem como saber se vamos apoiar", disse o líder da bancada no Senado, Eunício Oliveira (CE). Para ele, "a proposta que vem do governo para o Congresso tem um peso maior, porque obviamente o governo terá de fazer algumas concessões. É natural que mandem uma proposta mais dura, para que se tenha no Congresso alguma parcela de negociação". O novo líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), diz que cada ponto precisa ser discutido exaustivamente. Apesar disso, ambos reconhecem a necessidade da medida. "Não tem como a reforma não ser feita. O país não aguenta, não vamos conseguir pagar essa conta", diz Oliveira. "É inevitável. Se continuar do jeito que está, em dez anos ninguém mais recebe aposentadoria", afirma Rossi. A reportagem ouviu líderes do PMDB, PSDB, PP, PR, DEM, PTB, PSB e PT. Entre os partidos que agora compõem a base de Temer, a posição é a mesma: ninguém nega a necessidade da reforma para aliviar as contas públicas, mas, por enquanto, ninguém garante apoio integral e vários colocam em dúvida o critério da idade mínima para a aposentadoria, posição defendida pela equipe econômica. "A reforma é absolutamente necessária, mas não conhecemos a proposta. O tema merece amplo debate. Evidente que, na situação do país, há outras medidas que precisam ser levadas na frente, uma delas é a questão da meta fiscal", afirma o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy. Outros líderes ponderam que talvez não seja o momento ideal. "É imprescindível, mas em um momento em que as coisas começam a se estabilizar, começar com isso não é apropriado", avalia o líder do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB). O PSB demonstra restrições. "Como se trata de um governo provisório, tem de levar em consideração que, para qualquer projeto que traga divisão no Congresso, este não seria o momento mais adequado", diz o líder no Senado, Antonio Carlos Valadares (SE). Ele sugere que Temer traga a proposta após ser efetivado como presidente. O PT deve liderar a oposição à reforma, junto com PCdoB e PDT. No Senado, o ex-líder do governo Dilma, Humberto Costa (PE), diz que ela é importante, mas não apoia a forma como querem apresentá-la: "A reforma não pode representar perda de direito para os trabalhadores e entendemos que deveria ser feita daqui a quatro anos.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 10:00 Dilma já havia declarado rombo nas contas, afirma Wagner

Dilma já havia declarado rombo nas contas, afirma Wagner
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou que as declarações do governo interino de Michel Temer (PMDB) de que há um rombo de R$ 170 bilhões no orçamento já havia sido declarado pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT). "Eles não estão descobrindo nada, nós já havíamos anunciado que com a queda da arrecadação teríamos dificuldades em fazer frente aos compromissos", minimizou o petista, durante o encontro estadual do diretório do PT, em Salvador, neste sábado (21).Ao A Tarde, Wagner explicou que o governo Dilma já havia enviado ao Congresso Nacional um projeto para alterar a meta fiscal, porque já se sabia que não seria possível alcançar o superátiv primário de o,5% do PIB no orçamento. "Trabalhávamos com um déficit de R$ 130 bilhões. Se vai ser maior ou menor do que isso depende do que for arrecadado e gasto ao longo do ano", afirmou o ex-ministro. Para o petista, o rombo nas contas foi provocado pela crise econômica, mas o presidente interino não deve conseguir reduzir as despesas de forma significativa. "A não ser que eles queiram cortar o Bolsa Família e outros programas sociais", avaliou.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 11:00 Segurança de Temer fecha vias de acesso à sua casa

por Pedro Venceslau | Estadão Conteúdo
Segurança de Temer fecha vias de acesso à sua casa
Foto: Elaine Cruz / Agência Brasil
Temendo uma manifestação contra o governo marcada para esse domingo (22), a segurança do presidente em exercício Michel Temer fechou todas as vias de acesso à rua onde ele mora, no bairro Alto Pinheiros, em São Paulo. Segundo soldados da PM, o local foi transformado em "área de segurança presidencial". A Polícia Militar montou barreiras de bloqueio e reforçou o efetivo na altura da Praça Vila Lobos. Os moradores só podem entrar se apresentarem o número do R.G. No dia 21 de abril, Temer enfrentou uma manifestação em frente a sua residência, quando um grupo de 60 manifestantes pegou a segurança de surpresa. Na ocasião, poucos agentes estavam no local quando chegou um ônibus com os ativistas, por volta das 7hs. Após o evento, Temer voltou para Brasília e houve um reforço da segurança, que colocou barreiras de contenção em frente à casa. A manifestação deste domingo, que foi convocada pela internet, está prevista para começar no Largo da Batata e seguir em passeata até a rua de Temer.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 11:40 Senado define na terça novo cronograma do processo de impeachment de Dilma

Senado define na terça novo cronograma do processo de impeachment de Dilma
Foto: Jonas Pereira / Agência Senado
A segunda etapa do processo contra a presidente afastada Dilma Rousseff no Senado começa nesta terça-feira (24), com a apresentação do plano de trabalho do relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Até agora, já foi dado prazo de 20 dias, que terminam no dia 31 de maio, para que a presidente afastada apresente uma nova defesa por escrito. Chamada de pronúncia, é nesta fase que também são juntadas ao processo todas as provas consideradas importantes por acusação e defesa. Segundo a Agência Brasil, pode haver ainda audiência de testemunhas, diligências e debates entre a acusação e a defesa. A partir daí, um novo relatório será elaborado por Anastasia, votado na comissão e depois no plenário da Casa. Assim como na fase de admissibilidade, de novo, em ambas as votações (na comissão e no plenário), será exigida maioria simples, ou seja, metade mais um dos senadores presentes na sessão. Se aprovado o relatório no plenário, após 48 horas, será marcado o último julgamento que pode tirar definitivamente a presidenta Dilma do cargo. A Comissão Especial do Impeachment continua a ser presidida pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB), mas caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, atuar como presidente dos dois julgamentos que ainda podem ocorrer no plenário do Senado sobre o caso. Lewandowski também dará a palavra final sobre questões de ordem apresentadas na comissão, mas que forem objeto de recurso no plenário da Casa. Lewandowski já tem uma sala de apoio para trabalhar na 1º vice-presidência do Senado, porém deve continuar despachando do Supremo. Ao assumir essa função no Senado, em 12 de maio, mesmo dia em que o plenário da Casa aceitou a admissibilidade do processo que resultou no afastamento temporário de Dilma, o ministro afirmou que os juízes são os senadores e que ele atuará como um órgão recursal. O presidente do STF disse ainda que os procedimentos a serem seguidos são baseados no processo deimpeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 12:00 Ibope: Para 66% dos brasileiros, parlamentares votaram impeachment em causa própria

Ibope: Para 66% dos brasileiros, parlamentares votaram impeachment em causa própria
Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
A maioria dos brasileiros acredita que os deputados e senadores que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff não tinham em mente o futuro do país. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, uma pesquisa do Ibope questionou: os parlamentares estavam pensando no Brasil ou neles mesmos quando se colocaram como favoráveis ao afastamento da petista? Para 66% dos entrevistados, os políticos votaram "em benefício próprio e de interesses dos partidos e instituições privadas". Outros 23% acreditam que os parlamentares atuaram "em benefício dos interesses do país". O restante não sabia, não respondeu ou respondeu “ambos”. A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de maio em todo o país.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 12:40 Possível reforma na Previdência faz aumentar solicitações de aposentadoria na BA

Possível reforma na Previdência faz aumentar solicitações de aposentadoria na BA
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O anúncio do governo interino de Michel Temer (PMDB) de que a reforma da Previdência será uma prioridade para os próximos meses gerou o aumento do número de solicitações de aposentadoria na Bahia. A procura mais intensa ocorre pelo medo de que sejam aprovadas medidas mais duras e que afetem, inclusive, quem já está no mercado de trabalho. A maior preocupação é daqueles que já estão próximos de se aposentar, mesmo que haja um período de transição – que caso fosse de cinco anos, deixaria de fora das atuais regras os homens de 60 anos e as mulheres de 55 anos. De acordo com o Correio, o número de solicitações feitas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou aumentos significativos desde 2014, quando já se falava na necessidade de reforma do sistema por causa de um rombo de R$ 200 bilhões. Porém, o órgão alerta que não adianta buscar agendamento se a pessoa não atender os requisitos básicos que já são cobrados, como a idade mínima de homens e mulheres (65 e 60 anos, respectivamente). No caso da aposentadoria integral, também é necessário que a soma da idade e tempo de contribuição seja igual a 95/85 anos – relação que deve passar a 100/90 a partir de 2018. Segundo o INSS, desde 2014, foram requeridas aproximadamente 355 mil aposentadorias no estado, mas apenas 176 mil foram concedidas. Mas quem busca urgência no pedido ainda deve esperar muito: na Bahia, só há agendamento disponível para daqui a seis meses.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 13:00 Irritados com Meirelles, PP cobra nomeação de Occhi para Caixa, diz coluna

Irritados com Meirelles, PP cobra nomeação de Occhi para Caixa, diz coluna
Foto: Agência Brasil
Políticos do PP estão irritados com a demora do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em nomear o nome do ex-ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, como presidente da Caixa Econômica Federal. De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, a indicação de Meirelles e de um vice-presidente da instituição fazer partes do acordo feito entre a legenda e o presidente interino Michel Temer (PMDB) para a aprovação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Parlamentares do PP teriam dito que o “combinado não sai caro”, mas Meirelles resistiria a indicar Occhi para a vaga.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 14:20 Aliados alertam que Temer pode se tornar 'refém' de Cunha

Aliados alertam que Temer pode se tornar 'refém' de Cunha
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Pessoas próximas ao presidente interino Michel Temer (PMDB) estão preocupadas com a "sombra" de Eduardo Cunha (PMDB) no governo. Mesmo afastado da presidência da Câmara e do mandato, Cunha teria agido nos bastidores para forçar a indicação de pessoas de sua confiança e despertou críticas tanto de aliados do presidente quanto de senadores do próprio partido. De acordo com a Folha de S. Paulo, o Palácio do Planalto tem se esforçado para minimizar a indicação de pessoas próximas ao deputado. Logo após ser afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha teria visitado Temer e deixado claro que não pretendia recolher as armas. Entre as articulações, ele tem demonstrado sua influência sobre o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA). "Mesmo afastado, Cunha continua usando seu poder para comandar a Casa por meio do presidente interino", avaliou o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). Nesta semana, porém, deu a maior demonstração de que ainda consegue articular os membros da Câmara: conseguiu incentivar o grupo de deputados chamado "centrão" a reunir 300 assinaturas para impor a escolha de André Moura (PSC-CE) como líder do governo na Casa. Temer não ficou satisfeito com a escolha, já que além de investigado na Lava Jato Moura também é acusado de tentativa de homicídio, mas teve que ceder. Agora, senadores e aliados temem que o presidente se torne "refém" de Cunha, enquanto o governo tenta convencer os insatisfeitos de que a tendência é que Moura se afaste do deputado nas próximas semanas.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 16:00 Policial civil é preso em flagrante por tentar furtar banco em São Paulo

Policial civil é preso em flagrante por tentar furtar banco em São Paulo
Foto: Suellen Fernandes/G1
Um policial civil da cidade de São José dos Campos foi preso em flagrante na noite deste sábado (21) por tentar furtar um banco na capital paulista. Segundo informações do G1, ele negou crime e disse que parou na agência para ir ao banheiro. O acusado trabalha na chefia de investigação da polícia de São José dos Campos. Ele foi abordado por equipes da Polícia Militar depois que o alarme do banco foi acionado. Os policiais militares relatam que encontraram um homem nervoso e que se apresentou como policial civil. Ao perguntarem o motivo para estar lá, ele teria dito que "estava com dívidas e resolveu tentar a sorte". O policial civil foi preso em flagrante por tentativa de furto. Ele informou que tem problemas psíquicos e faz uso de medicamento controlado. Dentro da agência a Polícia Militar constatou que uma porta de acesso ao cofre estava arrombada, mas o cofre permaneceu intacto.

Domingo, 22 de Maio de 2016 - 17:40 Desempregado encontra envelope com R$ 11 mil e devolve ao dono em Rondônia

Desempregado encontra envelope com R$ 11 mil e devolve ao dono em Rondônia
Foto: Arquivo pessoal
Francisco Claudio, de 46 anos, poderia resolver pelo menos parte de seus problemas financeiros depois de encontrar um envelope com R$ 11 mil na cidade de Ji-Paraná, em Rondônia. Desempregado há cinco meses, ele surpreendeu e entregou todo o valor de volta ao dono. Segundo o G1, Francisco viu em uma emissora de televisão local o apelo de um homem que havia perdido o dinheiro no caminho para o trabalho. O empresário Denis Ricardo deixou o envelope em cima do carro e saiu de casa com o veículo. Ao longo do trajeto, o objeto caiu na rua. "Eu moro perto do lugar onde estava o dinheiro. Fiquei pensando como ele estava se sentindo e isso me motivou a procurar esse para poder devolver ao dono", relata Francisco, que encontrou o envelope em uma Avenida de Ji-Paraná. Ele encontrou o endereço do empresário e foi até a casa dele. "Eu estava desesperado, pensando em outro modo para conseguir esse dinheiro novamente. Foi quando me ligaram para falar que um senhor havia encontrado o dinheiro e me devolveria de maneira integral", disse Denis, que pagou R$ 2 mil como retribuição pela atitude